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Exclusivo - Extradição de Zambelli não foi anulada, diz deputado italiano que ajudou na prisão da bolsonarista

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Exclusivo - Extradição de Zambelli não foi anulada, diz deputado italiano que ajudou na prisão da bolsonarista
Exclusivo - Extradição de Zambelli não foi anulada, diz deputado italiano que ajudou na prisão da bolsonarista (Foto: Reprodução)

Odeputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, que teve papel direto na localização e na prisão da ex-deputada brasileira Carla Zambelli em Roma, afirmou em declaração exclusiva à Fórum que a decisão da Justiça italiana desta quarta-feira (1º) não anulou o pedido de extradição feito pelo Brasil.


Segundo ele, o entendimento divulgado inicialmente como uma “anulação” se refere apenas à decisão anterior da Corte de Apelação de Roma — e não ao mérito do pedido brasileiro de extradição.


“O Tribunal de Cassação não anulou a extradição de Carla Zambelli e devolveu o caso ao Tribunal de Roma para um novo julgamento, a fim de melhor avaliar alguns documentos e, consequentemente, algumas questões específicas”, afirmou Bonelli.


“A notícia é que a extradição não foi anulada, mas sim haverá um novo julgamento para melhor verificar alguns documentos que ela presumivelmente terá que apresentar às autoridades brasileiras, e nesse momento o Supremo Tribunal Federal se pronunciará novamente sobre a extradição.”


Decisão não encerra o pedido do Brasil de extradição de Zambelli

A Corte de Cassação da Itália, instância máxima do Judiciário do país, anulou a decisão da Corte de Apelação de Roma que havia autorizado a extradição de Zambelli ao Brasil. Com isso, o processo volta à fase de reanálise em um novo julgamento.


Na prática, a decisão não representa uma negativa definitiva ao pedido brasileiro, nem uma análise do mérito das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O que foi apontado pelo tribunal italiano são possíveis vícios processuais na decisão anterior, o que obriga a retomada da análise em primeira instância revisional.


Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o caso continua aberto e ainda pode resultar em extradição no futuro, dependendo do novo julgamento na Corte de Apelação de Roma.


Caso retorna à Corte de Apelação e segue sem decisão final

Com a determinação da Cassação, o processo volta ao Tribunal de Roma, que deverá realizar um novo julgamento com análise mais aprofundada de documentos e eventuais alegações das partes envolvidas. Não há, até o momento, data definida para essa nova fase.


Na avaliação de Bonelli, esse retorno à instância anterior não representa uma derrota definitiva para o pedido brasileiro, mas sim uma etapa regular de revisão dentro do sistema judicial italiano.


Ele reforça ainda que o caso pode voltar a ser analisado pelas instâncias superiores, a depender do resultado do novo julgamento, mantendo aberta a possibilidade de futuras decisões no Supremo Tribunal de Cassação italiano.


Condenações no STF e fuga de Zambelli

O pedido de extradição apresentado pelo Brasil está fundamentado em duas condenações da ex-deputada federal Carla Zambelli no Supremo Tribunal Federal (STF).


A primeira diz respeito ao episódio em que ela sacou uma arma e perseguiu um homem nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022, pelo qual foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.


A segunda envolve a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, caso no qual foi condenada a 10 anos de prisão, segundo as decisões judiciais brasileiras.


Após as condenações, Zambelli deixou o país e passou a ser considerada foragida pela Justiça brasileira. Seu paradeiro atual não é oficialmente confirmado pelas autoridades.


Prisão na Itália, soltura e reviravoltas no processo

Zambelli chegou a ficar presa na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, após ser localizada em território italiano no dia 29 de julho de 2025 Ela permaneceu detida por cerca de dez meses e foi libertada em 22 de maio de 2026, após decisões anteriores da Justiça italiana que já haviam interrompido o avanço do pedido de extradição.


Desde então, o processo passou por diferentes fases de reavaliação, com decisões divergentes entre instâncias judiciais italianas, o que mantém o caso em constante reabertura.


Papel de Bonelli na localização da ex-deputada

Além de acompanhar o caso no Parlamento italiano, Angelo Bonelli teve atuação direta na localização de Carla Zambelli em Roma. Ele próprio já havia relatado que repassou às autoridades o endereço onde a ex-deputada estava escondida, o que levou à ação policial.


Segundo seu relato, a informação foi determinante para a operação que resultou na detenção:


“Liguei para a Polícia Nacional para informar o endereço. Duas horas e meia depois, confirmaram que ela estava no apartamento e aplicaram o pedido da Interpol.”


A partir desse ponto, houve uma operação conjunta entre autoridades italianas, a Polícia Federal brasileira e a Interpol.


Processo segue aberto na Itália

Com a nova decisão da Corte de Cassação, o caso volta à instância de origem para reavaliação, sem que tenha havido julgamento definitivo sobre o pedido de extradição.


Na avaliação de Bonelli, e também segundo autoridades brasileiras, o processo permanece em aberto e poderá avançar novamente após o novo julgamento em Roma, mantendo a possibilidade de extradição de Carla Zambelli ao Brasil.

POSTADA POR GOMES SILVEIRA

FONTE - REVISTA FÓRUM

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