POLITICA - “Sou contra essa aliança com Ciro Gomes”: Michelle retoma crítica ao acordo no Ceará
POLITICA
O conflito entre o candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e a família Bolsonaro, ganhou um novo contorno, isso por que a ex-primeira-dama e ex-presidente do PL Mulher Nacional, Michelle bolsonaro (PL) voltou a falar sobre o tucano em entrevista coletiva nesta terça-feira (11), em Brasília.
Michelle criticou novamente a aliança entre o PL Ceará e Ciro Gomes, dizendo que o seu problema com o ex-ministro e ex-governador “é visceral” e colocando culpa em Ciro pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não está na disputa presidencial neste ano.
“Então aconteceu que como houve esse desgaste, esse problema no Ceará, eu sou sim contra essa aliança com o Ciro Gomes, é visceral, né, o meu marido hoje está inelegível, por conta do partido dele, não guardo mágoa, meu coração é limpo, mas é uma questão de coerência, de bom senso, hoje o nome do meu marido não está nas urnas por conta do trabalho, de toda articulação do Ciro Gomes”, disse a ex-primeira-dama.
A posição de Michelle ocorre em um momento em que a ligação entre Ciro e o candidato à Presidência, filho de Bolsonaro e senador Flávio Bolsonaro (PL), aparece menos explicitamente, apesar do partido de Flávio no Ceará apoiar a candidatura de Ciro Gomes.
No primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Ceará nesta temporada, que aconteceu no último domingo (9), Ciro não citou Flávio Bolsonaro nem fez uma defesa direta do presidenciável do PL, apesar de o partido integrar sua aliança estadual.
Ao responder a críticas do governador Elmano, que por diversos momentos na ocasião tentou nacionalizar o debate, ligando o tucano ao filho de Bolsonaro, Ciro afirmou apenas que já foi adversário de petistas e de bolsonaristas em eleições anteriores.
O afastamento da campanha estadual com a nacional vem sendo construído por Ciro Gomes para evitar a ligação direta com Flávio, desde o lançamento de sua pré-campanha em maio, quando Ciro afirmou que o apoio do PL a sua candidatura não representava necessariamente um espaço em seu palanque ao presidenciável, passando pela ausência de Ciro e de correligionários do PSDB Ceará no evento em que Flávio Bolsonaro esteve em Fortaleza, até a festa em que foi apresentada a chapa completa do ex-governador, no mês passado, em que Ciro fugiu de relações diretas com o senador em entrevistas e discursos.
A aliança das siglas neste ano foi o ponto central de um desgaste entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Em junho, a ex-primeira-dama tornou pública a insatisfação com a aproximação do PL cearense com Ciro e afirmou que preferia que o partido apoiasse o senador Eduardo Girão (Novo) na disputa pelo Governo do Ceará.
O conflito familiar ganhou dimensão política porque Flávio defendia a articulação construída no Estado, enquanto Michelle se opunha ao acordo.
Na fala desta terça, porém, Michelle afirmou que o episódio com o enteado foi superado. Ela relatou que, em novembro, havia procurado o PL para entregar a presidência do movimento, mas a cúpula da legenda pediu que ela tirasse uma licença. “Então poderia ter evitado esse desgaste, né, e aconteceu o que vocês já sabem, mas agora é página virada e agora todos unidos vamos trabalhar para a gente resgatar o nosso Brasil”, disse.
A crítica ocorre depois de o PL do Ceará ter oficializado, em 22 de julho, o apoio à candidatura de Ciro ao Governo do Estado. A decisão consolidou uma articulação conduzida pelo presidente estadual da sigla, deputado federal André Fernandes (PL), e colocou o partido no palanque do ex-governador para a disputa contra o governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição. Ciro também teve a candidatura ao Palácio da Abolição oficializada pela federação PSDB-Cidadania.
POSTADA POR GOMES SILVEIRA
FONTE - O ESTADO CE
Comentários (0)