POLITICA - Investigados pela PF, 3 vereadores de Sobral ficarão sem mandato até fevereiro de 2027
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Três vereadores com mandatos na Câmara Municipal de Sobral foram afastados por 180 dias, ou seja, até fevereiro do próximo ano, de seus cargos eletivos após operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira (11) para cumprir 14 mandados de prisão em Sobral, no bojo de investigações iniciadas em 2024 acerca de potenciais crimes eleitorais.
A operação foi deflagrada também para cumprir 25 mandados de busca e apreensão e outras ordens de afastamento de funções públicas. Consideram-se, para efeito de diligências em curso, crimes que teriam sido cometidos também este ano. Ao todo, a câmara do município tem 21 vereadores.
Os parlamentares Mário Viktor (União Brasil – UB), Carlos Do Calisto (PSB), mais votado na eleição de 2024, e Juninho do Povo (Podemos) tiveram decretadas suas prisões preventivas.
O prefeito da cidade, Oscar Rodrigues, é filiado ao UB. O Estado procurou as legendas de vínculo dos vereadores para saber se seriam tomadas medidas partidárias contra os investigados.
Até o fechamento deste conteúdo, PSB e Podemos não haviam respondido ao questionamento. A Federação União Progressista (Federação UPB), composta por UB e PP, respondeu por meio de seu presidente estadual, Capitão Wagner (UB), que a agremiação vai pedir a expulsão de Mário Viktor.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) requereu à Casa a lista dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários vinculados ao Legislativo Municipal.
Procurado por este jornal no meio da tarde desta terça sobre se a relação foi enviada, o MPCE disse que o processo tramita em segredo de justiça, sinalizando impedimento para repassar a informação.
Os demais 11 mandados de prisão voltaram-se a um advogado, que estaria exercendo funções relacionadas ao núcleo de liderança e de execução de ordens para interferência no processo eleitoral, um assessor jurídico da câmara e integrantes de uma facção criminosa, cujo nome não foi informado pelas autoridades de segurança.
Também, via operação, uma policial militar e um agente público foram, da mesma maneira dos vereadores, afastados das funções por 180 dias. Até o meio da tarde desta terça, segundo o MPCE, 20 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos.
A reportagem buscou a PF para saber se os demais cinco também foram cumpridos, bem como se as 14 prisões, ao todo, foram realizadas, mas não recebeu retorno até o fechamento deste conteúdo. Os crimes em investigação são os de integrar organização criminosa; domínio social estruturado; extorsão, na modalidade conhecida como “pedágio eleitoral”; corrupção eleitoral; impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral; e lavagem de dinheiro.
Teor das suspeitas
Segundo o MPCE, uma facção criminosa com atuação em Sobral estaria atuando para influenciar nas eleições municipais deste ano e teria atuado em 2024 com cobranças, a políticos, de pedágio de até R$60 mil para dar permissão à realização de campanha em localidades do município.
Existiria, também de acordo com o ministério, uma cobrança de pedágio de valor inferior, de R$30 mil, a políticos sem mandato. Ainda conforme as investigações, o grupo criminoso estaria se utilizando de coação e ameaça para manipular a escolha política de eleitores. Em coletiva nesta manhã, a PF e o MPCE apontaram que há depoimentos e evidências da influência da facção nos processos eleitorais.
POSTADA POR GOMES ISLVEIRA
FONTE - O ESTADO CE
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